quinta-feira, outubro 13, 2005

Cavaco em questão?

Tenho cá para mim que a direita - e alguns dos seus arautos - anda bastante equivocada sobre quem é e o que representa Cavaco Silva. Luciano Amaral fala (hoje no DN) de Cavaco Presidente como a última esperança para regenerar o sistema. Só ele poderá exercer uma pressão sobre o governo e demais instituições de forma a impulsionar uma autêntica “substituição de culturas” que rompa com este Estado Providência fortemente subsidiário. Mas não se lembrará Luciano que o criador deste modelo foi o próprio Cavaco durante os seus 10 anos de governo? Foi durante o consulado de Cavaco que se teceram todo o emaranhado de redes e de interesses clientelares que, desde então, se cristalizaram na sociedade portuguesa. O modelo do Estado centralizador, burocrático, empregador, assistencialista, que tanto escandaliza a direita, tem um Pai. Quererá a direita que Cavaco renegue perante todos os portugueses o seu legado como governante? Não vê Luciano que provavelmente a maioria dos cidadãos que votarão em Cavaco, têm a expectativa legítima do regresso a esses "anos de ouro". E, portanto, do regresso a muito mais do mesmo.

4 Comments:

Blogger GG said...

É isso mesmo, O Sr. Silva é o pricipal responsável pelo estado em que estamos . Perderam -se 10 anos sem se fazer as reformas necessárias, não se aproveitaram os fundos europeus e formou-se o culto do betão.

Gabriel Gonçalves

10:11 da tarde  
Blogger José Moreno said...

Todos parecem partir do princípio de que o Cavaco-presidente será um liberal. Eu tenho muitas dúvidas de que Cavaco algum dia venha a ser liberal. Mas, claro, ficaremos na dúvida até que a esfínge se digne a falar.

10:36 da tarde  
Blogger PiresF said...

Pois é, a esquerda a brincar aos presidentes, e o homem do bolo-rei a preparar o melhor caminho para Belém.

10:53 da tarde  
Anonymous JL said...

O pior inimigo da esquerda é este Sócrates mentiroso. Este verdugo do liberalismo e do capitalismo.
São estes os piores inimigos do povo. Os executantes das tarefas difíceis.
Os senhores que tanto falam do estado, que o maltratam são os seus sugadouros. Os que nunca soubera, viver sem ele.
Felizmente o capitalismo está agonizante assim como a sua bandeira, o liberalismo. O povo encontrará sempre uma saída para a ofensiva dos traidores e dos oportunistas, a morte.
Cada vez mais crescem duas figuras de quem o povo gosta, Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa. Cada um com o seu estilo vão sendo cada vez por mais gente compreendidos.
A saída de um povo nunca é o abismo, por maior que seja o desejo dos poderosos.
Há sempre alguém que resiste. Há sempre alguém que diz não.
Viva o Zeca Afonso!!

11:10 da tarde  

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