quarta-feira, outubro 05, 2005

O rapaz do quadrado

Manuel Alegre gostaria de ser o rapaz do cubo mágico (lembram-se da canção dos anos 80?). Girar um cubo cheio de quadradinhos às cores, é esse o sonho de cidadania do deputado. Mas o seu quadrado jamais se poderá transformar num cubo multicolor. O poeta ainda não percebeu que alguns portugueses só se reconhecem no seu quadrado porque falhou a sua oportunidade e, por inabilidade, se sente traído. E os portugueses são por natureza sensíveis às vítimas de traição. Adoram ter pena e reconhecem-se nos homens honestos que dentro do seu quadrado resistem a todos os falhanços e infidelidades. Não sei porquê, mas parece que Alegre se aproxima perigosamente do estilo de um outro homem cujas costas se encheram de facadas durante o seu curto reinado como Primeiro-Ministro. E, tal como este, Alegre parece sugerir que é vítima do sistema. Cuidado camarada Alegre, arrisca-se a ultrapassar a fronteira que separa a política decente do populismo. E, se assim for, que fique dentro do seu quadrado e não saia de lá mais!

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