segunda-feira, novembro 28, 2005

Círculo de feras

A propósito da crítica à reforma da lei eleitoral que prevê os círculos uninominais, Louçã revela que se essa lei for aprovada as mulheres serão discriminadas. E “para justificar que os círculos uninominais excluem as mulheres, o candidato citou um estudo do Observatório da Paridade francês, onde é referido que os partidos colocam as mulheres nos círculos com menor possibilidade de eleição, e os homens nos círculos onde a vitória se afigura previsível”. Nesta óptica, os círculos uninominais até seriam, ao contrário do que advoga o candidato presidencial, uma pequena revolução no nosso país, pelo menos, teríamos mais mulheres como cabeças de lista a participar activamente na vida política. Coisa que actualmente não acontece de todo. Este é um daqueles casos em que a ênfase desmedida na causa politicamente correcta a torna politicamente ridícula.

2 Comments:

Blogger Helena Romão said...

Lamento desiludi-lo, Renato. Mas há um facto que é inegável: em França há ainda menos mulheres na Assemblée do que em Portugal no Parlamento. Ainda menos Ministras (aliás, esta palavra não existe em francês) do que em Portugal.

E sim, quer seja pelo sistema eleitoral ou por puro, simples e absoluto machismo, há muito poucas mulheres eleitas em qualquer cargo político. Menos ainda do que em Portugal.

Em França há cerca de mais 25 milhões de mulheres do que em Portugal. Os cargos políticos são muitos mais. Mas as mulheres são menos, e pelo menos na Assemblée, são menos mesmo em termos nominais.

11:39 da tarde  
Blogger Renato Carmo said...

Cara Helena, como sabemos o problema do deficit de participação das mulheres na vida política é muito mais profundo do que a problemática do sistema eleitoral. O que não me parece ser muito leal é utilizar a questão da igualdade entre sexos para criticar a reforma da lei eleitoral que em princípio prejudicará os partidos mais pequenos como o BE, o CDS e (menos) o PCP. Parece-me que, independentemente do sistema ser uninominal ou proporcional, o problema está nas instituições. Este post chama atenção para um certo abuso do politicamente correcto em que o BE por vezes cai.

Obrigado pelo seu comentário.

10:08 da manhã  

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