quarta-feira, novembro 30, 2005

E Alegre se fez triste

Durante a entrevista televisiva desta noite Alegre deixou-se emular no seu quadrado. Não se percebe o que propõe a não ser uma retórica insistentemente oca sobre a refundação de uma pátria de esquerda. O candidato não só se agarra a um certo populismo nacionalista para se conseguir segurar nas sondagens, como favorece a candidatura da direita ao cair na esparrela da deriva presidencialista. As sondagens são (e foram desde o início) o seu único argumento de peso. Se começar a perder terreno, esfumar-se-á de um dia para o outro. Se conseguir manter-se bem posicionado nas percentagens, continuará a arrastar-se em contradições e em justificações errantes sobre litígios mal resolvidos. Concordo com o Celso, é melhor não falar mais dele e, verdade seja dita, também não há muito mais para dizer.

1 Comments:

Blogger AC said...

Não há efectivamente nada a dizer. Nem o Alegre, nem qualquer outro. Quando os candidatos declaram que os actuais poderes presidenciais são suficientes, ficamos esclarecidos quanto à sua vontade interventiva.
http://desgovernos.blogs.sapo.pt/

12:56 da manhã  

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