segunda-feira, dezembro 19, 2005

Desenvolvimento rural e imigração

Vêm aí mais fundos comunitários para o desenvolvimento rural. É uma notícia muito positiva. Contudo, antes da atribuição desses fundos, por vezes às cegas e sem critérios, pelos mais variados projectos locais, era importante constituir uma visão estratégica de regeneração do meio rural. Para isso, convinha definir linhas de intervenção claras que fomentassem a dinamismo sócio-económico de zonas que se encontram cada vez mais marginalizadas e despovoadas. Os eixos que se enunciam têm a ver normalmente com a politica agrícola, ambiental, patrimonial, turística, etc. Raramente se referem outros que poderão ser tão ou mais relevantes. Refiro-me, por exemplo, a um fenómeno incontornável na sociedade portuguesa: a imigração. Por que não associar às políticas de desenvolvimento rural uma efectiva política de imigração que contemple a integração de famílias imigrantes que queiram residir e desenvolver uma actividade nestas zonas? Não fará sentido apostar no capital humano que ‘importamos’ e que, em boa medida, desperdiçamos, reconvertendo-o em empreendorismo? O meio rural necessita de pessoas e de iniciativa, a aposta nos imigrantes pode ser uma via para inverter a desertificação dos campos.

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