sexta-feira, janeiro 06, 2006

Missão cada vez mais impossível

Quanto mais Soares bate em Cavaco, mais se afunda nas sondagens. Este, em contrapartida, continua a subir. O homem parece invencível e está fazer uma campanha à altura. Fala ao povo com aquele seu ar meio desconcertado, meio tímido, que lhe garante uma imagem de autenticidade. As pessoas reconhecem-se em Cavaco, porque não é nenhum fala-barato e aquilo que diz vem ao encontro das suas reais expectativas. A preocupação pelo desemprego (expressão que repete dezenas de vezes) é a sua ideia forte. Foi ela que justificou aquela ‘gaffe’ propositada sobre a Secretaria de Estado para a questão das deslocalizações. Soares responde dizendo que o Presidente pouco pode fazer sobre esse assunto. O que é verdade! Mas não é isso que as pessoas querem ouvir.
Enquanto Cavaco se apresenta como o Presidente que vai ajudar o governo a diminuir o desemprego, Soares propõe-se ouvir os portugueses e avança com a proposta de realizar jornadas e congressos sobre o futuro. Cavaco constrói a imagem de homem de acção e de poucas palavras, Soares é visto como um homem de conversa, de muita conversa. No estado actual do país tudo que é conversa, discussão, debate é encarado com desconfiança e é sinónimo de desperdício e intriga.
Começa a sentir-se algum desnorte na campanha do candidato do PS. Soares parece que perdeu o rumo: num dia anuncia que não falará mais de Cavaco, nos dias a seguir não fala de outra coisa; noutro dia anuncia que já não criticará a comunicação social, logo a seguir acusa um canal de televisão… Assim a 2ª volta vai ser mesmo uma missão impossível.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

é o reconhecimento da derrota? ainda faltam 15 dias...

2:27 da manhã  
Blogger Renato Carmo said...

É o reconhecimento de que se Soares continuar neste registo sairá, sem dúvida,derrotado.

9:33 da manhã  

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