Se querem equidade, paguem
O jornal Público de hoje faz grande destaque a um relatório da OCDE sobre a situação sócio-económica do país. Mais uma vez se reptem as mesmas receitas, para grande excitação do director do matutino (aliás, nem outra coisa seria de esperar). O relatório destaca com especial relevo o sector da educação. Assim, no que diz respeito ao ensino superior, a OCDE chama a atenção para a necessidade de generalizar este nível de ensino aos estratos mais desfavorecidos da população. A receita passa pelo financiamento, nomeadamente, o aumento das propinas (compensado por um modelo mais eficaz de bolsas e de empréstimos), e pelo o encerramento de cursos e instituições. Isto tudo mantendo o mesmo nível de tributação fiscal, é claro.
Fácil! Fecham-se as escolas que atraem menos alunos, principalmente as que se localizam nas zonas periféricas, e aumentam-se as despesas para aqueles que entrarem numa instituição do litoral. Depois, passa-se um cheque aos poucos alunos do interior que conseguirem suportar os custos de deslocação, e espera-se que estes saldem o empréstimo quando se empregarem na sua zona de residência (que, entretanto, ficou sem ensino superior). Deste modo, se promove a equidade social e territorial.
Mais vale fechar a metade oriental do país. Ou, então, entregá-la de vez aos espanhóis, para bem do desenvolvimento regional!
Fácil! Fecham-se as escolas que atraem menos alunos, principalmente as que se localizam nas zonas periféricas, e aumentam-se as despesas para aqueles que entrarem numa instituição do litoral. Depois, passa-se um cheque aos poucos alunos do interior que conseguirem suportar os custos de deslocação, e espera-se que estes saldem o empréstimo quando se empregarem na sua zona de residência (que, entretanto, ficou sem ensino superior). Deste modo, se promove a equidade social e territorial.
Mais vale fechar a metade oriental do país. Ou, então, entregá-la de vez aos espanhóis, para bem do desenvolvimento regional!
1 Comments:
isso não é novidade nenhuma: é um desígnio de séculos dos de lá da fronteira, que se combateu com povoamento e guerra, e um plano de agora, que se «debate» com despovoamento e «modernização». Não há segredo, há intenções e políticas precisas. Há que combatê-las.
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