domingo, setembro 24, 2006

Volver


Vi o último filme de Pedro Almodovar e, tal como os anteriores, gostei imenso. Aliás, saio sempre da sala com a sensação de que vi o melhor filme realizado pelo próprio. Esta sensação não me acontece em relação a muitos mais realizadores. Talvez isso suceda porque tudo aquilo nos é tragicamente próximo. Este filme é sobre mulheres fortes e os seus silêncios. Mulheres que, de alguma forma, conhecemos e que nos são ou foram familiares. Não é muito difícil recordá-las e imaginá-las na vida daquelas personagens. Durante o filme também eu voltei a alguns lugares (reais ou imaginados) que já não me lembrava há muito tempo.

4 Comments:

Blogger TsiWari said...

Tb o vi na noite de ontem.

Tb o acho magnífico...

12:12 da tarde  
Anonymous Cláudia Castelo said...

Gostei muito do filme. Aquele universo não me é nada estranho. Quando, na minha infância e adolescência, visitávamos uma tia avó em Elvas, também éramos recebidas com aqueles beijos repenicados, vários em cada face. A casa, apesar de não ter um pátio interior, tinha qualquer coisa semelhante à de Paula. Era uma casa fascinante e misteriosa. Nunca noutro lado o brinhol e a cevadinha me souberam tão bem. No regresso, trazíamos biscoitos...

9:39 da tarde  
Blogger Zèd said...

Também vi o filme e gostei, embora não ache que seja o melhor de Almodóvar. Aliás, o único senão do filme, para mim foi não me surpreender. Com Almodóvar estou sempre à espera de uma surpresa e desta vez não aconteceu. O "Volver" é de facto muito bom, e Almodóvar continua igual a si próprio, mas talvez demasidado igual a si próprio.

8:56 da manhã  
Blogger Renato Carmo said...

Também acho que não é o melhor (ou mais surpreendente) filme de Almodóvar. No post referia-me à sensação imediata que tive depois do filme acabar. Tal como os outros, é um filme que mexe por dentro. Há ali qualquer coisa que nos é profundamente familiar. Neste filme isto sente-se bastante e facilmente somos levados por memórias de infância, como refere a Cláudia. O mundo das nossas avós (e mães) gerava-se em torno desses silêncios, guardados muitas vezes com a cumplicidade de outras mulheres. Em parte, algum poder que detinham advinha desses silêncios, sobretudo na relação com os homens (maridos e pais). Eram e são mulheres de silêncio forte.

11:29 da manhã  

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