terça-feira, outubro 31, 2006

Os terrores da noite

Quem, em Barroso, não presenciou uma dessas noites de tal modo escuras que a mínima chispa é sinal de pavor. No céu não se vislumbra a mínima estrela, e a vista adapta-se mal à escuridão simplesmente porque não existe luz. São noites onde os fogos fátuos dos cemitérios e dos adros alimentam a imaginação popular sobre os poderes do Além.
Se nessas noites os cemitérios e as igrejas parecem estar animados, nada indica que em noites menos severas não possam surgir tais fenómenos subitamente.
(...) Essas forças que se exprimem por luzes e sons são difíceis de determinar como é o caso daquela luz que nas noites escuras de Inverno passeava nos montes entre Meixide, Soutelinho da Raia e Castelões.
António Fontes, João Sanches
Medicina Popular Barrosã. Ensaio de Antropologia Médica.

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