domingo, novembro 19, 2006

Alentejo sombrio e sem sombra

Parece não haver remédio para certas zonas do país, como é o caso do Alentejo. Estou cada vez mais certo disto! E é com alguma tristeza e, sobretudo, com um sentimento de revolta que o digo. Há um mal entranhado neste país que se vai encrostando nos discursos políticos e nos diagnósticos que são feitos sobre o estado do interior. E que impedem qualquer perspectiva alternativa que implique diferentes modos de agir que tentem inverter as tendências estruturais de subdesenvolvimento. Este mal vem, principalmente, de dentro. São os próprios indígenas que querem iludir a realidade num só sentido: o da desgraça e o da vitimização. Qualquer registo que mostre um outro lado menos negro é negado. O tom tem de ser cinzento e agreste para que o poder central se sensibilize para dar mais uma esmolinha (uma ‘IPzinha’ qualquer, ou uma ‘auto-estradazinha’, ou um ‘aeroportozinho’…). Enquanto esta postura não mudar, o futuro do Alentejo continuará sombrio à espera de uma sombra radiosa que irrompa do céu.

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