Liberal ma non troppo
Apesar de em termos ideológicos me considerar de esquerda, sou sensível e comungo de algumas ideias liberais. Pedro Lomba escreve hoje no DN sobre a necessidade de liberalizar alguns sectores da sociedade como forma de romper os clientelismos e os corporativismos reinantes em Portugal. O comentador defende um conjunto de liberdades imprescindíveis para uma sociedade equilibrada e vigorosa. Não podia estar mais de acordo. Contudo, o projecto liberal de direita assenta numa premissa central que, curiosamente, Lomba não inclui no rol das liberdades fundamentais: o mercado livre. Ao fazê-lo o autor traça uma demarcação interessante dentro da nova geração de liberais de direita. Demonstrando até uma forte crítica em relação à corrente mais fundamentalista que se esganiça por essa blogosfera (e também na dita imprensa económica). Todavia, ao distanciar-se dos postulados da mão invisível, pouco resta de direita ao liberalismo que diz defender.
Vem este comentário a propósito da noção de liberdade individual. Tal como defende o pensamento liberal, acho que esta representa um valor primordial. E, por isso, entendo que está acima de qualquer projecto político e ideológico. Não é património exclusivo da direita. Longe disso! Aliás, como bem se percebe com o presente debate sobre a despenalização do aborto, o discurso que desconfia claramente da liberdade de opção individual não está à esquerda. E, curiosamente (ou não?), assistimos, sobre este assunto, ao silêncio acobardado da tal direita que considera a decisão individual como o garante supremo da liberdade e da justiça social e económica.
Vem este comentário a propósito da noção de liberdade individual. Tal como defende o pensamento liberal, acho que esta representa um valor primordial. E, por isso, entendo que está acima de qualquer projecto político e ideológico. Não é património exclusivo da direita. Longe disso! Aliás, como bem se percebe com o presente debate sobre a despenalização do aborto, o discurso que desconfia claramente da liberdade de opção individual não está à esquerda. E, curiosamente (ou não?), assistimos, sobre este assunto, ao silêncio acobardado da tal direita que considera a decisão individual como o garante supremo da liberdade e da justiça social e económica.
1 Comments:
Se se considera que os problemas da sociedade portuguesa actual são causados pela liberdade, então devo afirmar que o problema não é esse.
Mas sim, o mau uso que se tem vindo a dar a essa liberdade, principalmente desde o 25 de Abril.
Assim, e quanto a esse assunto, ninguém faz qualquer referência.
Cumprimentos,
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