sexta-feira, outubro 28, 2005

A Grande Estrela


Alex Chilton é nome que hoje diz pouco a muita gente e muito a pouca. Há 30 anos atrás, muito provavelmente, e exceptuando os EUA, talvez se passasse o mesmo. Ainda assim, há que regozijar com o facto de pessoas como Michael Stipe ou Peter Buck, dos REM, Peter Holsapple, dos DB's, Jeff Tweedy dos Wilco ou Paul Westerberg, dos Replacements, o terem escutado no tempo certo e com a atenção devida às grandes estrelas. Terem deixado passar algo da sua música para a das respectivas bandas foi apenas consequência lógica.
O som folk/rock de aguçado travo pop cultivado por Chilton e companhia nos Big Star, originou uma mão cheia de canções que sobreviveu à passagem da grande estrela cadente. Que Ivo Watts-Russell tenha escolhido duas das composições de Chilton presentes neste Third/Sister Lovers, Kangaroo e Holocaust, de onde se extrai seiva venenosa que mata em poucos segundos caso não se ingira antídoto certo imediatamente, para figurar em It'll End In Tears, disco de estreia dos This Mortal Coil, também não diz pouco da grandeza de Chilton para quem gosta de música popular. Tivessem vocês nascido nos anos 70 e só o nome Watts-Russell vos faria já começar a gritar coisas como "Slicin' up eyeballs, I want you to know..." ou afins... mas isso é outra cantiga. Voltando à grande estrela... é como tudo: não está morta, só esquecida. Debaixo de um alçapão qualquer num piso perdido da Torre da Canção confraterniza com outras estrelas de grandeza igual igualmente esquecidas. Valha-lhe, valha-nos, esse confortozinho.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Aprendi muito

7:15 da manhã  

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