terça-feira, novembro 08, 2005

Kentridge no Chiado


«Animar é dar vida. Esta é uma chave possível no diálogo com as animações mostradas pelo artista sul-africano William Kentridge (Joanesburgo, 1955) no Museu do Chiado e para nos abeirarmos do tributo que nelas presta ao pioneiro do cinema Georges Méliès, que no final do século XIX transportou a Sétima Arte da intenção documental para o campo da efabulação e do fantástico. (...) No seu caso, a animação não é tanto uma adequação à expectativa de movimento da imagem do espectador contemporâneo mas um produto de condensação do próprio processo de trabalho onde o desenho, sempre em estado de transfiguração detém um papel crucial. (...)Conhecido internacionalmente a partir dos anos 90 pelos seus filmes feitos com desenhos a carvão e pastel, onde o humor e a angústia se misturam, Kentridge apresenta em Lisboa um conjunto de trabalhos em que o nível de abstracção se adensa e a performance ganha terreno. (...) Mas é ainda um mundo misterioso onde o erotismo, o humor e o sonho se oferecem em múltiplas efabulações.»
excertos de «Ao Vivo no estúdio», Celso Martins, in Expresso, 15.10.05

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