sexta-feira, julho 21, 2006

Ars erotica

Mastro. Moca. Músculo.
direito à loca; à mina;
demorando-se embora
nos recôncavos onde o suco se oculta.

Redivivo lázaro, por paraíso tem
essa ínsula de grama, desencantada
floresta. Esguichantes passarinhos, porém,
alberga, réstia de divindade.

«Zona hiperbórea»?!
«Porta hermética fechada nos gonzos»!?
Talvez meu bom drummond;
mas vasto matagal também;
se encrespando na hora funda, seminal:

lá vão mastros, navios veleiros,
gritos que o cronista não regista
- pobre matéria deste poema
que não cheira a «enxofre da lascívia»,

mas a despetalada flor dessa mata
purpurina, onde não bate luz
nem onda que em marítima linguagem
de preia-mar se denomina.


José Luís Tavares, Agreste matéria mundo
(Porto, Campo das Letras, 2004, p. 149)

3 Comments:

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