segunda-feira, julho 17, 2006

Indícios de caos - 5

Por valado, ribanceira, lá vai o poeta,
de trotineta, ave perneta no pino
do estio, animal quase ladino,
em vagares galináceos, assesta

o monóculo, abre a selecta, recita:
já meu talento levou o duro vento,
sou agora o homem sem nada dentro,
marçano do cri-cri já pronto pra sebenta.

Mas feliz o que abraça a fórmula pronta,
a esse não há-de sujar as mãos
o lodo que denuncia o crime; será então

marchand doutra mais glabra arte
(tu aqui feito mono de plantão,
josé, entretido em fisgada vã).
José Luís Tavares, Agreste matéria mundo
(Porto, Campo das Letras, 2004, p. 71)

2 Comments:

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8:38 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

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11:46 da manhã  

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