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Tinha que ser em grande, com trombetas e cantos de cisne. Vem em parangonas
(em ingalixe, soundbytes): a Nova Expo,
uma Baixa idílica,
um novo Terreiro do Paço,
tão cara como a Ponte Vasco da Gama, e, para não destoar, o bebé posto no colo do Governo, claro, assim sempre se pode passar culpas se nada for feito. Do que já não fizeram alardo é que custa +de 220 milhões de contos
(1104,8 milhões de Euros: cf. p. 148 da "proposta"), vai trazer mais obras por um ror de tempo
(é o costume), +1200 lugares de estacionamento
(ou seja, convidando mais carros para dentro da cidade), mais 1 circular para trazer mais trânsito, + de 2000 camas em novos hotéis
(sendo 1 no Terreiro do Paço), 1 elevador para o Castelo
(aquele mesmo que incensaram há uns anos atrás), 2 novas empresas para boys (para além do novel Comissariado da Baixa) e, sim, habitação... para ricos. Qual é, então, a oportunidade duma megalomania destas perante uma autarquia enterrada em dívidas até ao pescoço e face a um país a ver se contém o desperdício público e equilibra défices crónicos?
O faraónico Plano está
aqui. A informação jornalística de síntese foi bem trabalhada pelo
DN (João Pedro Henriques, Marina Almeida e Susana Leitão) e
Público/Local-Lisboa (Ana Henriques: 3-4/X; infelizmente a ed. digital continua só acessível a assinantes). Uma 1.ª leitura crítica, com propostas alternativas sensatas e exequíveis, foi já avançada pelo
Fórum Cidadania Lisboa.
Realço o óbvio: mais pertinente do que procurar ficar na História como autarca megalómano é avançar com objectivos pertinentes
(pôr fim aos prédios devolutos, estimular o arrendamento, recuperar quintas, palácios e espaços afins para pólos sócio-culturais, etc.) e atender a contextos efectivamente carenciados, como a recuperação de bairros problemáticos
(vd. anúncio de proposta governamental aqui).
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