terça-feira, outubro 18, 2005

A deriva gaullista

Excelente o artigo de Vital Moreira hoje no Público sobre as expectativas em relação ao perfil constitucional de presidente da república evidenciadas por Rui Machete e pelo Inefável Morais Sarmento, dois destacados apoiantes de Cavaco. Se é certo que Cavaco nada diz sobre coisa nenhuma, ficamos a perceber o que quer quem o apoia para o próximo mandato presidencial: a supremacia de um abstracto «programa» presidencial sobre o programa do governo, este sim, sufragado nas urnas para dirigir o país. Se Machete ainda prevê uma revisão constitucional, o intrépido Morais Sarmento, na entrevista ao Diário Económico citada por Vital Moreira, chega a dizer:«o presidente deixa de estar às quintas-feiras a receber o primeiro-ministro para comentar a situação do país e passa a (...) receber o primeiro-ministro para julgar em que medida o governo está ou não a cumprir as directrizes [as do presidente, claro]. Enquanto estes pontos forem respeitados na livre decisão do governo, tudo bem. Quando qualquer destes pontos for tocado, o governo terminou nesse dia. Com ou sem maioria.». Como os políticos demagogos têm memória fraca, Sarmento, já se deve ter esquecido do que disse quando Sampaio «arbitrariamente» demitiu o governo de que ele fazia parte. Volta Eanes que esta gente já te perdoou.
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