domingo, outubro 09, 2005

Eu e o dr. Pulido Valente

Ler o dr. Pulido Valente deixa-me sempre bem disposto. Por estranho que pareça, diverte-me mesmo. À quinta-feira, lá estou eu ansioso pelas crónicas de fim-de-semana no Público. Fico triste quando o dr.Pulido Valente vai de férias. Fico sem referências. Não sei que fazer com a última página do jornal.
Um destes dias, o dr. Pulido Valente anunciava um cataclismo, uma nova guerra mundial. Uma coisa inevitável. Só quem não quer é que não vê. Que os sinais estão todos aí e tal. Pensei para com os meus botões que, se vier a acontecer o conflito pressagiado, Portugal não pode deixar de lembrar ao mundo que o dr. Pulido Valente já tinha avisado. Isto deixou-me mais contentinho, apesar de temer pela segurança dos meus filhos.
E a mudança de regime? O dr. Pulido Valente está farto de chamar a atenção para este facto inelutável: o regime está podre, irra! E tem toda a razão. Acontece que, por insuficiência intelectual (minha, claro), ainda não percebi bem que regime prefere o dr. Pulido Valente. Se calhar, ele faz de propósito: nunca explica tudo, que é para eu ir comprando o Público ao fim-de-semana.
O que eu já percebi é que o dr. Pulido Valente não tem um grande apreço por pessoas. E eu concordo com ele. As pessoas são incomodativas. Fazem barulho e têm ideias disparatadas. Não há pachorra para as pessoas. Se calhar, até era bom que houvesse uma revoluçãozinha para acabar com isso. Mudando o regime, talvez as pessoas mudassem. Ou, pelo menos, com uma guerra mundial talvez depois fizessem menos barulho. Seja como for, alguém devia fazer alguma coisa. É que, não sei se já repararam, mas isto assim é uma chatice.

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