quarta-feira, março 29, 2006

Metro decente: medida 333333, 3.º passinho, lá pró 5.º milénio

Nem sei por onde começar: se pelo desrespeito pela saúde dos utentes, se pela insensibilidade manifesta, se pelo desleixo na comunicação do incidente (foi um passageiro que deu o alerta). Mas há mais, como bem aponta o jornalista Carlos Ferro: os passageiros que vinham nos comboios suburbanos (Sintra e Margem sul) não foram avisados da interrupção no ML, donde, muitos saíram ao engano na estação de 7 Rios para transbordo, tendo que voltar atrás e enfiar-se em novo comboio para fazer transbordo em Entrecampos e apanhar a outra linha de metro.
Infelizmente, este tipo de interrupções têm-se agravado de há uns anos para cá. Junte-se-lhe os 5 milhões de euros desperdiçados em portas automáticas, o escândalo da estação de Telheiras a 700m da do Cp. Grande só para servir futuras urbanizações de luxo, a poluição sonora e visual que são aqueles televisores e a música comercialóide e temos um metro inamistoso, impositivo, despesista. Só se salva a expansão em kms, em tudo o resto piorou.
Mudar isto, pelo menos o respeito pelos utentes e a sua informação atempada, não parece passar por reformas burocráticas. Ou, quiçá, algum optimista acredite que haverá luz ao fundo do túnel lá para a medida 333333, 3.º passinho à direita de quem entra. Será?
E por que espera a tal Autoridade Metropolitana dos Transportes? Onde param as associações de defesa dos utentes e as distritais partidárias? Que fazem a DECO e o Inst.º do Consumidor (paga-se bilhete ou passe, não é)? E para que serve o presidente da Área Metropolitana de Lx.? Uma privatiçãozinha, ajudará?
Qual quê, são só suburbanos, gente que não tem alternativa ao transporte público, eles que se aguentem.

5 Comments:

Blogger IAS said...

De facto, e pondo de parte a expansão da rede, o metro de Lisboa, tem vindo a prestar um serviço progressivamente pior ao utente. A diminuição da frequência de circulação fora das horas de ponta, o aumento significativo do número de paragens (há gajos com azar!), colocação de portas "automáticas" (eu, que não sou mais "largo" que a maioria da população portuguesa, passo de lado nas portas para evitar andar a dar pancadas às ditas), etc, pioraram, e muito, o serviço prestado. Espero que a quebra na qualidade do serviço prestado, por si e por mim percepcionada (e, com certeza, por muitos mais) tenha servido para "endireitar" um pouco as contas da empresa.

P.S: Em abono da verdade, há que referir que da estação do Campo Grande à estação de Telheiras distam, em linha recta, mais de 700 m. Mesmo que a decisão de construir a estação de Telheiras tivesse sido tomada com o intuito de "servir futuras urbanizações de luxo", acha que esta não beneficia as dezenas de milhar de pessoas que a utilizam? É claro que a estação poderia ter sido feita "mais ali ou mais aqui"...

3:19 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

«Sete Rios» era bom, mas era dantes, desde da mudança para «jardim Zoológico» que aquilo se assemelha a transporte para animais.
(realmente qual é o sentido de chamar estação de Sete Rios, se é em Sete Rios,ligada à estação ferroviária,paragens de autocarros e terminal rodoviário de Sete Rios?!)

8:32 da tarde  
Blogger Daniel Melo said...

Caro Ias: tem razão, são 700m, vou corrigir. Claro que onde ficou a estação de metro de Telheiras tb. serve pessoas, mas a distância mín. entre estações está fixada em 1km, e onde está serve sobretudo gente que anda sempre de carro, em vez de servir pessoas mais necessitadas e/ou +junto ao Carrefour: as que moram no início do Alto da Faia demoram 15-20 min., eu, p.e., demoro c.25 min., e estou numa urbanização nova da municipal EPUL. Em suma: má localização da estação, isto é consensual. O problema é: quem foi o responsável e porquê? Qual é o sentido disto?

11:20 da tarde  
Anonymous Cláudia Castelo said...

Utente do metro de Lisboa no trajecto casa-trabalho, sinto diariamente que o serviço está cada vez pior. Na hora de ponta o intervalo entre comboios devia ser menor. Utilizar as estações do Campo Grande e (sobretudo) Sete Rios e Entrecampos é uma aventura todas as manhãs. Tanto para quem entra como para quem sai e ainda para quem permanece. São poucos minutos de "sardinha em lata", pisadelas e insultos, não aconselháveis a claustrofóbicos e interdito a crianças, mulheres grávidas, deficientes motores e idosos. O fecho (até quando?) da estação de comboios dos Restauradores não serve como desculpa.

12:21 da manhã  
Blogger IAS said...

Distância mínima entre estações igual a 1km?!? De onde vem isso? Quantos troços entre estações do metro de Lisboa têm pelo menos 1km de extensão? É claro que é agradável ter uma estação de metro por perto… Não me consta que a alegada má localização da estação de metro seja consensual.

10:19 da tarde  

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