sexta-feira, outubro 13, 2006

A literatura que nos desarranja

O II Congresso Português de Literaturas Marginais tem hoje o seu 2.º e último dia na FLUP. O cardápio é tentador (vd. aqui), quem me dera já estar no Porto (só aí estarei lá mais adiante, noutro Congresso, o de História Oral).
Há alguns anos que acompanho com gosto o trabalho dum dos seus mentores. Falo de Arnaldo Saraiva, de quem gradualmente fui apreciando a prosa simples e cuidada das suas crónicas no Jornal do Fundão. Dele li tb. o livro O nome e a coisa, uma pequena pérola sobre esse acto complicado e ao mesmo tempo venturoso que é o de dar nome a uma futura pessoa. É uma escrita diversa do habitual, luminosa, que convoca o maravilhoso. Dessa corrente outrora florescente nos estudos literários li tb. O guardador de retretes, de Pedro Barbosa, mt. interessante e iconoclasta, que agora constato ter já várias referências internáuticas: JPG, Animal, e, sobretudo, Frenesi.

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